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terça-feira, 18 de maio de 2021

AULA 3º ANO PRIMEIRA REPÚBLICA 18/05/2021

 A Primeira República foi iniciada com a Proclamação da República e ficou marcada pelo predomínio das oligarquias na política nacional. Esse período encerrou-se em 1930.

 

A Primeira República é o período da história do Brasil que aconteceu de 1889 a 1930, tendo sido iniciado com a Proclamação da República que aconteceu em 15 de novembro de 1889 e encerrou-se com a deposição de Washington Luís como consequência da Revolução de 1930. Esse período é conhecido por muitos como República Velha, mas entre os historiadores o termo utilizado para referir a esse período é Primeira República.

 

Proclamação da República

 

A Primeira República foi iniciada com a Proclamação da República, que aconteceu no dia 15 de novembro de 1889. A derrubada da monarquia ocorreu pela perda de apoio político fazendo com que esse regime se tornasse impopular entre as elites do Brasil. Os militares, insatisfeitos com a monarquia há tempos, e uma parcela da sociedade civil, sobretudo os oligarcas paulistas, organizaram um movimento para derrubar a monarquia.

Em 15 de novembro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, os militares destituíram o Visconde de Ouro Preto do Gabinete Ministerial. Ao longo do dia, as movimentações políticas levaram José do Patrocínio a proclamar a República na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Isso marcou o início da Primeira República Brasileira.

Periodização

 

A Primeira República, conforme já mencionado, estendeu-se de 1889 a 1930. Um período específico da Primeira República que foi de 1889 a 1894, também é conhecido como República da Espada. Esse nome se deve ao fato de que os dois presidentes brasileiros (Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto) foram militares. A República da Espada, porém, é um período incorporado à Primeira República.

 

Toda a Primeira República pode ser dividida em três grandes fases, conforme estabelece o professor Marcos Napolitano:

 

·         Consolidação (1889-1898): período marcado pela consolidação das estruturas políticas e econômicas da Primeira República. Foi assinalado por crises n a política e na economia.

·         Institucionalização (1898-1921): período no qual a estrutura política da Primeira República estava devidamente consolidada. Aqui se definiram políticas como a dos governadores e do café com leite.

·         Crise (1921-1930): período no qual as estruturas políticas da Primeira República entraram em crise por conta da incorporação de novos atores na política brasileira. Conflitos entre as oligarquias também contribuíram para o fim da Primeira República.

 

Características

A Primeira República, além de República Velha, é muito conhecida também como República Oligárquica e isso porque esse período ficou marcado pelo predomínio das oligarquias sobre nosso país.

 

 As oligarquias eram forças políticas que baseavam o seu poder em suas posses, isto é, na terra (os oligarcas eram, em geral, grandes proprietários de terra).

O predomínio das oligarquias sobre a política do Brasil começou a ser consolidado a partir de 1894, quando Prudente de Morais foi eleito presidente. A eleição de Prudente de Morais também marcou o fim do citado período conhecido como República da Espada. O predomínio das oligarquias resultou em algumas características que são consideradas grandes marcas da Primeira República.

 

Essas características são o mandonismo, o clientelismo e o coronelismo. Essas três simbolizam o poder das elites agrárias do país manifestado na posse de terras, além de manifestar o poder dos coronéis sobre as regiões interioranas do Brasil e a troca de interesse, elemento fundamental para a sustentação das oligarquias no poder.

 

Outras características muito importantes desse período foram as políticas que sustentavam as estruturas no âmbito político do Brasil. Aqui estamos falando da política dos governadores e da política do café com leite. Essas políticas foram muito importantes, porque reduziram os conflitos entre as oligarquias, mas não acabaram com eles.

·         Política dos governadores

A política dos governadores, também conhecida como política dos estados, foi criada durante o governo de Campos Sales, presidente do Brasil entre 1898 e 1902. Foi com a política dos governadores que o funcionamento político brasileiro na Primeira República foi estruturado. Por meio dessa política, foi possível realizar uma aliança entre executivo e legislativo.

 

O historiador Boris Fausto definiu os objetivos da política dos governadores da seguinte maneira:

Seus objetivos podem ser assim resumidos: reduzir ao máximo as disputas políticas no âmbito de cada Estado, prestigiando os grupos mais fortes; chegar a um acordo básico entre a União e os Estados; pôr fim à hostilidade existente entre Executivo e Legislativo, domesticando a escolha dos deputados|2|.

 

Na prática, essa política funcionava da seguinte maneira: o Governo Federal daria apoio à oligarquia mais poderosa de cada Estado. Em troca, o governo exigia que cada oligarquia apoiasse as propostas do Governo Federal no legislativo.

Assim, as oligarquias deveriam eleger deputados dispostos a atuar em favor do governo no legislativo. Com o apoio à oligarquia mais poderosa, o Governo Federal esperava que os conflitos políticos respingassem o mínimo possível no âmbito federal e ficassem reduzidos apenas ao âmbito estadual.

O funcionamento da política dos governadores dependia consideravelmente da figura do coronel, pois seria ele que, a nível regional, mobilizaria os votos necessários para eleger os candidatos certos, de acordo com o interesse de cada oligarquia.

 

O coronel usava seu poder financeiro para pressionar as pessoas a votar em determinado candidato. Essa intimidação dos eleitores é conhecida como “voto de cabresto”. Além da intimidação, as fraudes das atas que registravam os votos eram uma prática comum.

·         Política do café com leite

A política do café com leite é um conceito clássico quando nos referimos à Primeira República. Essa política ganhou força no Brasil, sobretudo a partir de 1913, com a assinatura do Pacto de Ouro Fino, entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais. Esse conceito refere-se ao revezamento dos candidatos lançados à presidência por essas duas oligarquias.

Segundo esse pacto, paulistas e mineiros alternavam-se na presidência da República. O nome “café com leite” faz referência ao fato de que São Paulo era o maior produtor de café do Brasil, enquanto que Minas Gerais era o maior produtor de leite.

 

O uso desse conceito para explicar a Primeira República tem sido criticado pelos historiadores, porque as oligarquias: mineira e paulista eram importantes, mas o funcionamento jogo político desse período não passava exclusivamente por elas, uma vez que existiam outras oligarquias no país.

Economia

No campo econômico, o Brasil seguiu com grande dependência do café. O grande produtor dele no Brasil era o estado de São Paulo. No começo do século XX, os cultivadores começaram a aumentar a quantidade de café produzida, o que acarretou a queda do preço desse produto, uma vez que o mercado ficou abarrotado com a mercadoria. Visando a defender seus interesses, os cafeicultores reuniram-se no Convênio de Taubaté.

 

Nesse convênio, decidiu-se que o governo brasileiro compraria o excedente de sacas de café com o objetivo de controlar o preço desse produto no mercado internacional. Isso garantiria os lucros dos fazendeiros e resolveria a questão do preço do café. Além disso, decidiu-se que o Estado realizaria um empréstimo de 15 milhões de libras para conseguir realizar a compra do excedente dessas sacas.

Na Primeira República também aconteceu um pequeno desenvolvimento industrial, sobretudo no Estado de São Paulo.

O desenvolvimento industrial em São Paulo foi, em parte, financiado pela prosperidade do negócio cafeeiro e a cidade de São Paulo concentrou grande parte desse crescimento industrial.

As indústrias receberam um grande número de trabalhadores imigrantes e o crescimento industrial resultou no surgimento do movimento operário do Brasil, sobretudo a partir de 1917, quando aconteceu a Revolução Russa.

 

Decadência da Primeira República

 

A Primeira República iniciou sua fase decadente na década de 1920. A entrada de novos atores na política nacional, como os tenentistas, contribuiu para seu fim. O desgaste do pacto que mantinha as oligarquias minimamente em paz também contribuiu para o fim desse período da história brasileira. Na década de 1920, os tenentistas foram uma força que abalou a estrutura da Primeira República.

 

Isso aconteceu porque os tenentistas reivindicavam o fim das estruturas oligárquicas que estavam estabelecidas no país. Ao longo da década de 1920, os tenentistas realizaram uma série de revoltas por todo o país como a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, a Revolta Paulista de 1924 e a Coluna Prestes.

 

Importante mencionar que a Primeira República foi um período marcado por tensões sociais que resultaram em conflitos por diferentes regiões do Brasil. Aqui podemos citar a Guerra de Canudos, Revolta da Armada, Guerra do Contestado, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata etc. Leia este texto para saber mais sobre revoltas da Primeira República.

O estopim para o fim da Primeira República foi à eleição presidencial de 1930. Naquela ocasião, o presidente Washington Luís resolveu romper com o Pacto de Ouro Fino e em vez de lançar um candidato mineiro optou por lançar Júlio Prestes, candidato paulista. Isso desagradou profundamente a oligarquia mineira que se aliou à oligarquia gaúcha e aos tenentistas, e juntos lançaram Getúlio Vargas como candidato presidencial.

 

Getúlio Vargas foi derrotado, mas membros de sua chapa eleitoral, inconformados com a derrota, começaram a conspirar contra o governo. A desculpa utilizada pelos membros da Aliança Liberal (chapa de Vargas) para iniciar uma revolta armada contra o governo foi o assassinato de João Pessoa, vice-presidente de Vargas. O assassinato de João Pessoa, porém, não teve relação com a disputa eleitoral entre Júlio Prestes e Vargas.

 

A revolta contra o governo, nomeada como Revolução de 1930, iniciou-se em 3 de outubro de 1930, e, no mesmo mês, no dia 24, resultou na deposição de Washington Luís da presidência. Júlio Prestes foi impedido de assumir a presidência do país e, em novembro do mesmo ano, Getúlio Vargas foi empossado como presidente provisório do país. Esse era o fim da Primeira República, e o início da Era Vargas, período que se estendeu por quinze anos.

 

 

 Atividade Proposta

 

1.     1. O que você entende por Primeira República?

2.    2. De acordo com o professor Marcos Napolitano cite as três grandes fases da Primeira República.

3.     3. A partir  de qual  momento começou o  predomínio das oligarquias sobre a política do Brasil?

4.             4.  O que você entende por politica do café com leite?

5.    O que foi o convênio de Taubaté


6. Explique o motivo da decadência da Primeira República.

7.              7. Que presidente rompeu com o Pacto de Ouro Fino?

IMPERIALISMO ÁFRICA E ÁSIA 3º ANO NOTURNO

 ATIVIDADE


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sexta-feira, 14 de maio de 2021

AULA 7º ANO MURIÚ 14/05/2021

 

ESCOLA ESTADUAL AUGUSTO XAVIER DE GÓIS- PRAIA DE MURIÚ/CM/RN- Brasil    

Disciplina: História

Professor: Luiz Cláudio

Modalidade: Ensino Fundamental II

 Série: 7º Ano A

 

Império Carolíngio

O Império Carolíngio foi formado a partir da coroação de Pepino, o Breve, em 751, embora se considere que seu pai, Carlos Martel, já era poderoso o suficiente, apesar de não ser rei. Os carolíngios eram uma dinastia que fazia parte do Reino dos Francos e substituiu a decadente dinastia merovíngia.

O principal reinado carolíngio foi o de Carlos Magno, caracterizado como uma real tentativa de restaurar um império grandioso tal qual o Império Romano do Ocidente. Carlos Magno reformou a administração do reino e realizou muitas conquistas territoriais. Após a morte de seu filho em 843, o Império Carolíngio nunca mais foi o mesmo.

 

Formação dos carolíngios

 

O Império Carolíngio é uma designação moderna para se referir à dinastia carolíngia, que governou territórios dos francos entre os séculos VIII e X. Então, quando falamos de carolíngios, estamos, na verdade, falando de francos, um povo germânico que se estabeleceu na região da Gália, por volta do século V, durante o processo de desagregação do Império Romano do Ocidente.

A ascensão dos carolíngios ocorreu ao longo do século VIII à medida que os reis merovíngios se enfraqueciam. Tiveram como grande destaque o rei Carlos Magno, e historiadores como Jacques Le Goff consideram que os carolíngios realizaram uma das primeiras tentativas de unificar a Europa sob o comando de apenas um povo.

A história do Reino dos Francos se iniciou quando Clóvis I tornou-se rei em 481, dando início à dinastia dos merovíngios. Por meio dele as tribos francas foram unificadas sob seu comando, e o cristianismo se consolidou como a grande religião na Europa Central, quando Clóvis se converteu a essa religião. Clóvis foi filho de Quilderico I, rei de uma das tribos francas antes de sua unificação.

Os francos estabelecidos na Europa Central formaram esse reino, e a dinastia merovíngia se estendeu até o século VIII. Acontece que, nesse período, a ineficácia do comando de muitos reis merovíngios fizeram com que essa dinastia se enfraquecesse a ponto de que os últimos reis ficassem conhecidos como “reis inúteis” e “reis preguiçosos”, conforme diz Le Goff|.

Com o passar do tempo, a administração do rei passou a ser realizada por figuras conhecidas como “mordomos do palácio”, também chamados como “prefeitos do palácio”. Carlos Martel, por exemplo, era considerado praticamente rei, uma vez que o poder era exercido plenamente por ele. Ele, assim como outros mordomos, pertencia à família Pippinides, uma família que ocupava a função de mordomo de maneira hereditária.

Carlos Martel foi particularmente poderoso e influente porque ele havia liderado tropas francas na luta contra os muçulmanos na Batalha de Poitiers. A vitória franca marcou o fim do avanço muçulmano na Europa.

O filho de Carlos Martel, chamado Pepino, o Breve, aproveitou-se desse poderio legado a ele, aliou-se com a Igreja Católica e, por meio dos papas Zacarias e Estevão II, conseguiu tornar-se rei. Apoiado também pelos nobres francos, ele destituiu o último merovíngio do trono. Em 751, Quilderico III foi derrubado, e Pepino, o Breve, tornou-se rei franco. Era o início da dinastia carolíngia.

Pepino, o Breve, teve o seu poder sobre o trono franco reconhecido pela Igreja Católica e, em troca, ele reconhecia o direito da Igreja de deter terras ao redor de Roma. Foi um acordo que garantiu posses à Igreja e poder político e títulos para os carolíngios. Pepino reinou de 751 a 768, ano que seus filhos Carlomano I e Carlos Magno assumiram o trono, cada um dominando uma parte diferente do reino. A morte de Carlomano I em 771 permitiu a Carlos Magno unificar o reino sob seu comando.

 

 

Reinado de Carlos Magno

 

 

Quando falamos de Império Carolíngio, é inevitável falarmos de Carlos Magno. Ele teve um longo reinado, foi um dos reis mais poderosos da Idade Média, obteve grandes conquistas territoriais, procurou reforçar o seu poder como rei, realizou importantes reformas em seu reino e representou uma tentativa de unificação da Europa Ocidental sob o comando dos carolíngios.

Na questão administrativa, Carlos Magno lidava com um grande problema: a fragmentação do poder real. O rei nesse período não era aquela figura absoluta que existiu durante a Idade Moderna, portanto era necessário que o rei usasse certos mecanismos para fazer valer o seu poder. Ele procurou reforçar suas ordens e os aparatos usados por seus enviados.

Para isso, ele apelou para a escrita, algo que não era comum entre os povos de tradição germânica. Parte das leis reais começou a ser escrita e enviada em documentos, que ficaram conhecidos como ordenanças ou capitulares. Ele também não hesitou em usar a força quando necessário, e Le Goff fala que ele chegou a ordenar a morte de 4500 pessoas em uma rebelião que aconteceu em Verden.

Para garantir o apoio dos nobres, Carlos Magno distribuía o poder e a riqueza entre esse grupo. As terras francas foram divididas em muitos condados, e a administração de cada uma dessas terras era atribuição dos condes. Essa prática de fornecer terras em troca de serviço e fidelidade deu origem à relação de suserania e vassalagem.

Manter os condes sob o seu controle era uma missão fundamental e, para isso, Carlos Magno contava com funcionários conhecidos como “missi dominici” ou “enviados do senhor”. Esses funcionários tinham a função de informar o rei sobre o que os condes faziam.

Carlos Magno também buscou reforçar o seu poder por meio de uma aliança com a Igreja Católica e buscava diferenciar-se a partir da erudição. Ele incentivou consideravelmente o desenvolvimento da alfabetização e das artes em seu reino. Alguns historiadores chegam a considerar o investimento de Carlos Magno como parte de uma “renascença carolíngia”.

 

 

Expansão territorial

 

Todas essas ações de Carlos Magno aconteceram com o objetivo de fortalecer o reino, dando unidade e reforçando a autoridade real. Isso porque Carlos Magno percebeu que o Império Carolíngio estava cercado de ameaças. A sudoeste, os muçulmanos; ao sul, os lombardos; a nordeste, os saxões; a leste e sudeste, os ávaros e eslavos.

Como ameaças não faltavam, Carlos Magno, além de garantir o fortalecimento do reino para se proteger, partiu para o ataque. Seu reinado foi permeado de guerras do início ao fim e, somente em 2 anos (790 e 807), de 46 de reinado, não houve nenhum tipo de campanha militar. Para garantir o seu sucesso em guerra, Carlos Magno contava com todos os súditos possíveis. Le Goff diz que ele chegou a montar um exército de 50 mil homens, um número muito expressivo na Idade Média.

Entre todas as guerras travadas pelos carolíngios no reinado de Carlos Magno, a mais significativa foi à vitória sobre os lombardos, um povo germânico que era cristão, mas que constantemente atacava as terras da Igreja Católica. Carlos Magno, em socorro a Roma, atacou os lombardos, derrotando o rei Desidério e se autoproclamando rei dos lombardos.

 

A disposição de Carlos Magno para reforçar a influência do cristianismo ocorreu em outras demonstrações, como as conversões forçadas. Os que se recusavam a se converter eram mortos. Outras lutas travadas — e vencidas — por Carlos Magno ocorreram contra bretões, ávaros e saxões.

 

Durante essa expansão, Carlos Magno escolheu Aachen (ou Aix-la-Chapelle, em francês) para ser a capital de seu império. Lá ele ordenou a construção de um grande palácio, símbolo de seu poder. Ele tentou tornar a capital um símbolo de sua autoridade, mas essa cidade entrou em declínio depois que ele morreu.

Carlos Magno também promoveu campanhas militares na Península Ibérica, mas as dificuldades nas lutas contra muçulmanos e bascos fizeram com que ele não tivesse grandes conquistas por lá. De toda forma, as grandes conquistas de Carlos Magno e seu esforço para defender a Igreja fizeram com que Leão III o nomeasse como Imperador do Ocidente em 800.

 

Decadência do Império Carolíngio

 

A morte de Carlos Magno aconteceu em 814 e, depois disso, o Império Carolíngio se enfraqueceu. O seu filho, Luís, o Piedoso, governou o reino até 843, mas como não tinha a mesma competência de seu pai, foi enxergado como um rei fraco e que contribuiu para enfraquecer o poder da dinastia carolíngia. Depois que ele morreu, o território carolíngio se fragmentou, e o último rei carolíngio foi substituído pelas Capetos no final do século X.

 

 

Atividade Proposta

1.      1. O que você entende por O Império Carolíngio?

 

2.      2.Quando iniciou A história do Reino dos Francos?

 

 

3.      3. Então, quando falamos de carolíngios, estamos, na verdade, falando de francos, um povo germânico. Assim sendo, onde esse povo se estabeleceu?

 

4.      4. “Carlos Martel foi particularmente poderoso e influente porque ele havia liderado tropas francas na luta contra os muçulmanos na Batalha de Poitiers. A vitória franca marcou o fim do avanço muçulmano na Europa”.

 

A afirmação acima pode ser considerada:

 

(      ) Verdadeira                       (        ) Falsa

 

5.     5.  “Para garantir o apoio dos nobres, Carlos Magno distribuía o poder e a riqueza entre esse grupo. As terras francas foram divididas em muitos condados, e a administração de cada uma dessas terras era atribuição dos condes. Essa prática de fornecer terras em troca de serviço e fidelidade deu origem à relação de suserania e vassalagem”.

 

A afirmação acima pode ser considerada:

 

(      ) Verdadeira                       (        ) Falsa

 

6.     6.  “ Carlos Magno também buscou reforçar o seu poder por meio de uma aliança com a Igreja Católica e buscava diferenciar-se a partir da erudição. Ele incentivou consideravelmente o desenvolvimento da alfabetização e das artes em seu reino. Alguns historiadores chegam a considerar o investimento de Carlos Magno como parte de uma “renascença carolíngia”.

 

A afirmação acima pode ser considerada:

 

(      ) Verdadeira                       (        ) Falsa

 

 

7.     7.  “A morte de Carlos Magno aconteceu em 814 e, depois disso, o Império Carolíngio se enfraqueceu. O seu filho, Luís, o Piedoso, governou o reino até 843, mas como não tinha a mesma competência de seu pai, foi enxergado como um rei fraco e que contribuiu para enfraquecer o poder da dinastia carolíngia”.

 

A afirmação acima pode ser considerada:

 

(      ) Verdadeira                       (        ) Falsa

 

 

 

 

 

terça-feira, 11 de maio de 2021

AULA 7º ANO MURIÚ 11/05/2021

 

ESCOLA ESTADUAL AUGUSTO XAVIER DE GÓIS- PRAIA DE MURIÚ    

Disciplina: História

Professor: Luiz Cláudio

Modalidade: Ensino Fundamental II

 

    GUIA DE ESTUDO 7º ANO

 

A FORMAÇÃO DA EUROPA FEUDAL

Tema 1: Declínio do Império Romano

O fim do Império Romano, a ruralização da sociedade, prática do colonato.

Tema 2: Os germânicos e a Idade Média

Como líder guerreiros tornou-se rei, as realezas germânicas, a Europa dos germânicos.

Tema 3: O Reino Franco e o cristianismo

A dinastia merovíngia, os “mordomos” do palácio, alianças entre reis e papas, administração do império de Carlos Magno, a fragmentação do Império Carolíngio.

 

 

Queda do Império Romano

A desagregação do Império Romano também é conhecida como a queda da parte ocidental do império. Foi resultado de uma crise que se instalou a partir do século III d.C.

Desagregação é o termo que os historiadores utilizam para explicar a queda do Império Romano, que aconteceu em 476 d.C., quando o último imperador romano, Rômulo Augusto, foi destituído por Odoacro, rei do povo germânico hérulo. A parte ocidental do império foi ocupada pelos germânicos, e a parte oriental continuou existindo sob o nome de Império Bizantino.

 

Crise do Império Romano

A crise do Império Romano iniciou-se a partir do século II-III d.C. Marcaram esse período a crise econômica, a corrupção, os sucessivos golpes e assassinatos realizados contra imperadores e, como elemento final, as invasões germânicas.

O século III foi marcado por uma grande sucessão de imperadores, o que evidenciou a instabilidade desse período, pois, em um período aproximado de 50 anos, o Império Romano teve cerca de 16 imperadores – muitos deles mortos após conspirações.

Além disso, o fim da expansão territorial romana afetou fortemente a economia. A partir do século II, o Império Romano passou a priorizar a manutenção do gigantesco território conquistado. Isso afetou diretamente o sistema escravista, que era sustentado a partir dos prisioneiros de guerra levados ao Império como escravos. A crise do sistema escravista foi ampliada na medida em que os povos conquistados recebiam o direito à cidadania romana.

Esse contexto desencadeou uma crise econômica em razão da diminuição da produção agrícola e do encarecimento dos alimentos. O encarecimento dos alimentos gerou fome, e revoltas aconteceram em determinadas regiões. Além disso, essa crise econômica afetou diretamente a manutenção dos exércitos localizados nos limes, as fronteiras do Império Romano.

Germânicos

A crise econômica resultou na diminuição do contingente militar romano e, assim, as fronteiras tornaram-se vulneráveis aos ataques estrangeiros. As fronteiras sempre foram ameaçadas por povos estrangeiros, mas, a partir do século II, essa ameaça acentuou-se e, no século V, tornou-se insustentável com o fluxo migratório dos germânicos.

 

Os povos germânicos eram chamados de “bárbaros” pelos romanos por não compartilharem a mesma cultura e por não falarem latim. Eles habitavam regiões ao norte e leste das fronteiras do império, que eram chamadas de Germânia pelos romanos. Além disso, parte dos povos germânicos – em sua maioria, pagãos – converteram-se ao cristianismo arianista, que havia sido condenado pela Igreja Católica como heresia. Isso contribuiu para que a rivalidade entre romanos e germânicos aumentasse. O arianismo era uma interpretação teológica do Cristianismo que negava a divindade de Jesus Cristo.

 

As invasões germânicas, em geral, são explicadas pelo resfriamento climático e pelo aumento populacional, o que criou uma necessidade por melhores terras para garantir a sobrevivência. Por essa razão, partes do Império Romano (Gália e Península Ibérica) já haviam sido invadidas desde o século III.

 

O principal motivo levantado pelos historiadores para explicar a grande migração germânica do século V foi a chegada dos hunos – um povo nômade que havia migrado desde as estepes da Ásia Central. Por onde chegavam, os hunos traziam pânico, e muitos povos escolhiam fugir da presença huna. A chegada dos hunos causou a migração de dois povos para as terras ocidentais do Império Romano: ostrogodos e burgúndios.

 

Em 410, a cidade de Roma foi saqueada pelos visigodos e, a partir daí, uma sucessão de povos invadiu as terras romanas: alanos, suevos, vândalos, alamanos, jutos, anglos, saxões, hunos, francos etc. Todos esses povos, ao perceberem o enfraquecimento da parte ocidental do Império Romano, instalaram-se nas terras e criaram novos reinos. Muitos deles foram absorvidos por outros a partir da guerra.

 

O Império Romano do Ocidente agonizou até 476, quando a cidade de Roma foi invadida pelos hérulos e o último imperador romano foi destituído. O estabelecimento dos povos germânicos nas antigas terras romanas levou ao surgimento de novos reinos, que originaram as nações modernas da Europa. As transformações que aconteceram nesse processo resultaram na formação das características que definiram a Europa no auge do período medieval.

 

 

 

 

 

ATIVIDADE PROPOSTA

 

1.      1. Faça um comentário sobre a desagregação do Império Romano.

 

2.     2. “O século III foi marcado por uma grande sucessão de imperadores, o que evidenciou a instabilidade desse período, pois, em um período aproximado de 50 anos, o Império Romano teve cerca de 16 imperadores – muitos deles mortos após conspirações”.

 

A afirmação acima pode ser considerada

 

(     ) Verdadeira                           (      ) Falsa

 

3.     3. “Em 410, a cidade de Roma foi saqueada pelos visigodos e, a partir daí, uma sucessão de povos invadiu as terras romanas: alanos, suevos, vândalos, alamanos, jutos, anglos, saxões, hunos, francos etc. Todos esses povos, ao perceberem o enfraquecimento da parte ocidental do Império Romano, instalaram-se nas terras e criaram novos reinos. Muitos deles foram absorvidos por outros a partir da guerra”.

 

A afirmação acima pode ser considerada

 

(     ) Verdadeira                           (      ) Falsa

 

4.     4. Quais  foram os principais povos que invadiram o saquearam Roma?

  

 

5.      5.Faça um comentário sobre O Império Romano do Ocidente.